JUSTIÇA PEDE AFASTAMENTO DO PREFEITO CARLOS PEREIRA E DE EX-SECRETARIOS DO MUNICIPIO DE TANGUA
TANGUA,
ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA
antoniogilsondeo@gmail.com
Justiça pede afastamento do prefeito Carlos Roberto Pereira e de ex-secretários do município de Tanguá
Justiça pede afastamento do prefeito Carlos Roberto Pereira e de ex-secretários do município de Tanguá
Fonte: R7
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu o afastamento do Prefeito do Município de Tanguá, Carlos Roberto Pereira, dos ex-secretários Municipais de Fazenda Jose Souza de Oliveira e Fernando José Gac da Fonseca, e outras sete pessoas, inclusive três filhas do prefeito. O processo relata esquema de corrupção destinado a simular licitações que jamais teriam ocorrido, permitindo o desvio de recursos públicos para enriquecimento indevido.
Também são rés na Ação Civil Pública duas empresas ligadas ao ex-secretário Jose Souza. Na ação, distribuída para a 1ª Vara Cível da Comarca de Itaboraí, a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Itaboraí requer, em caráter liminar, a indisponibilidade dos bens dos réus e o afastamento do prefeito e dos demais acusados.
O MPRJ pede à Justiça a condenação dos réus à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio; ressarcimento integral dos danos materiais e morais causados aos cofres públicos; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; pagamento de multa de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais, direta ou indiretamente, pelo prazo de dez anos.
Os desvios foram comprovados no Inquérito Civil nº 197/2009. A fraude consistiu na simulação da contratação das empresas Vhang e Mascarenhas, no ano de 2005, para fornecimento de bens e prestação de serviços que jamais foram entregues ou efetuados.
As empresas em questão, que nunca tiveram conhecimento das contratações, tiveram seus nomes indevidamente utilizados pelos réus porque eram clientes da empresa CONTELV, responsável por sua contabilidade.
O sócio administrador da CONTELV era exatamente Jose Souza. Além disso, as investigações demonstraram que os cheques emitidos para o suposto pagamento das empresas Vhang e Mascarenhas foram creditados em conta corrente de titularidade de Jose Souza. Em depoimento prestado ao MPRJ, Jose Souza revelou que foi colaborador da campanha do prefeito Carlos Roberto em 2004.
Segundo Souza, logo após assumir a secretaria, o prefeito pediu que ele recebesse valores em sua conta, que deveriam ser repassados ao próprio prefeito, a parentes dele e outros agentes públicos municipais.
Ainda de acordo com o ex-secretário, as quantias eram repassadas, sempre em dinheiro, a Carlos Roberto, suas filhas Vanessa, Karla Christina e Aline de Sá Pereira, seu sobrinho Luis Otávio de Sá Nascimento, Edmilson da Conceição Crespo (filho do secretário de Administração, Sebastião Alves Crespo), Jaqueline Machado Mendes e Alex Machado Mendes (filhos da ex-vice-prefeita Maria Jose Machado Mendes).
Todos eles são réus na ação. Na tentativa de esconder o desvio de recursos públicos, Jose Souza forjou contracheques em nome das empresas Vhang e Mascarenhas e em favor de alguns dos réus, mas eles jamais prestaram serviços.
A empresa Suporte Fomento Mercantil LTDA., criada por Jose Souza, com a qual o prefeito possuiria dívidas de campanha, também era beneficiária dos desvios. Por isso, também foi incluída na ação como ré.
Já o acusado Fernando José, era na época diretor de Contabilidade da Secretaria de Fazenda, tendo promovido a emissão das notas de empenho e ordens de pagamento ilegais. No curso da investigação, a Procuradoria-Geral do Município informou ao MPRJ que os processos licitatórios que resultaram na contratação de Vhang e Mascarenhas haviam desaparecido.
Auditoria realizada com apoio da Procuradoria-Geral de Justiça do MPRJ demonstrou que o município não comprovou a regular contratação e liquidação das despesas em questão.
Admitindo as irregularidades, o prefeito Carlos Roberto "devolveu" R$ 127.090, valor histórico do dano, aos cofres públicos. O MPRJ requer, no entanto, o ressarcimento integral dos danos materiais, com juros e correção monetária, bem como do dano moral difuso.
O Poder Judiciário ainda não se manifestou sobre os requerimentos liminares.
PREFEITO!!!!!!!!!! ![]()
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IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - Prefeito de Tanguá é denunciado pelo MP
O prefeito de Tanguá, Carlos Pereira, está na ‘mira’ do Ministério Público Estadual (MP-RJ). Ontem, o órgão ajuizou uma ação civil pública contra o chefe do Executivo municipal, acusando-o de improbidade administrativa. Além de Carlos Pereira(foto), o MP também denunciou os dois ex-secretários de Fazenda, José Souza de Oliveira e Fernando José Gac da Fonseca.
De acordo com o Ministério Público, os três são acusados de enriquecimento ilícito através do desvio de verbas públicas em 2005. Na ação, o MP afirma que Carlos Pereira e os dois ex-secretários teriam participado de um esquema que simulava licitações que, segundo o órgão, jamais ocorreram.No inquérito, os acusados são acusados de fraudarem a contratação das empresas Vhang e Mascarenhas, no ano de 2005, para fornecimento de bens e prestação de serviços.
O Procurador Geral de Tanguá, Carlos Dimitrius Margeon Rampasso, alegou que as acusações do Ministério Público contra Carlos Pereira não são convincentes. De acordo com ele, o prefeito de Tanguá está esperando a conclusão do inquérito para poder acionar os verdadeiros culpados pela fraude.
“Os argumentos do MP são frágeis e os processos licitatórios em questão sumiram da Secretaria de Fazenda naquela ocasião. Por causa disso, o prefeito devolveu R$ 127 mil aos cofres estaduais, conforme exigido pelo Ministério Público, na época. Sobre qual medida vai tomar, Carlos Pereira vai esperar ser comunicado oficialmente pelo MP para anunciar como será a sua defesa”, declarou Dimitrius.
Fonte O São Gonçalo
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Marcadores: improbidade administrativa, Ministério Público, MP-RJ, Prefeito, Tanguá
10 Junio 2011 | 11:36 PM